Foto: Ari Miranda (Assessoria)

O deputado estadual Zeca Viana (PDT) afirmou que o governador e possível candidato à reeleição, Pedro Taques (PSDB), não passa de uma continuidade do ex-governador Silval Barbosa, réu confesso e condenado por dezenas de esquemas de corrupção, propina e lavagem de dinheiro ocorridos no Estado.

“Este governador deveria ser proibido de falar de honestidade. O governo dele é a continuidade do governo de Silval Barbosa. Silval é um ladrão confesso, já confessou seus crimes e foi preso, assim como vários de seus secretários”.

O pedetista disse estranhar as recentes declarações de Taques, que acusou o também pré-candidato Mauro Mendes (DEM) de ter cometido fraudes na Justiça do Trabalho.

“O governador Pedro Taques não tem autoridade para criticar ninguém por fraude. Como é do conhecimento da população, esse Governo fraudou o protocolo da Casa Civil para esconder a denúncia dos promotores Mauro Zaque e Fábio Galindo sobre a grampolândia pantaneira”, disse Viana, citando o esquema de escutas clandestinas que operou no Estado e que teria ocorrido com a anuência do Palácio Paiaguás.

Para o parlamentar, Taques não possui nenhuma moral para fazer acusações contra adversários, uma vez que sua gestão está envolvida em diversos escândalos amplamente divulgados pela mídia.

“Este governador já teve sete secretários presos, inclusive dois primos-irmãos, sendo um deles, Paulo Taques, o segundo na estrutura do Estado, e que mandava inclusive no governador. Foi preso por corrupção. Está na cadeia por corrupção”.

De acordo com o pedetista, o governador deve explicar à sociedade os esquemas em que foi citado, entre eles o caso de desvio, propina e fraude em licitações na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que é investigado na Operação Rêmora.

Viana lembrou que um dos alvos e réus confessos da operação é o empresário Alan Malouf, um dos principais apoiadores e arrecadadores de dinheiro na campanha de Taques, em 2014.

Em depoimento, Alan afirmou categoricamente que Taques tinha ciência do esquema, que visava “devolver” ao empresário o valor investido em campanha, via caixa dois.

“O governador Pedro Taques tem que explicar as fraudes no protocolo. Tem que explicar o fato de outro criminoso confesso e já condenado, Alan Malouf, ter dito que o governador tinha conhecimento e autorizou o assalto milionário na Seduc para pagar o caixa dois que o Alan Malouf fez na campanha, conforme confissão do próprio”.

O deputado ainda citou o rombo milionário nas contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em Mato Grosso.

“É preciso também dizer que esse governador desviou mais de 500 milhões do Fundeb. Mais de meio bilhão de reais que seriam destinados às crianças de Mato Grosso, que foram prejudicadas no ano de 2017”.

“O governador precisa explicar as prisões de seus secretários e não vai nos arrastar para o seu chiqueiro político. Esse é o nível dele na campanha. Joga baixo. O governo rouba e acusa os adversários. Pratica fraude e acusa os adversários. Praticou o maior rombo já visto na Educação do Estado. Mas o roubo está com os dias contados. Dia 7 de outubro acertaremos as contas”, finalizou Viana.

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